Alimentos bons :: Alimentos maus

Friday, March 11, 2005

Obesidade Infantil Aumenta Na Europa - Portugal está na lista dos países com com números mais preocupantes

O último relatório da International Obesity Task Force (IOTF) é revelador: os países do Sul da Europa têm dos valores mais elevados de excesso de peso e obesidade infantil do continente europeu. Portugal está na lista dos países mais preocupantes.
Segundo a IOTF, o panorama não é igual em todos os países. Em Itália, por exemplo, cerca de 36% das crianças com nove anos têm peso a mais ou são obesas. Na Grécia, esses valores chegam aos 26% nos rapazes e 19% nas raparigas, entre os 6 e os 17 anos. Em Portugal, um estudo realizado em 2002, revela valores entre os 28 e os 33%, respectivamente para rapazes e raparigas. Segundo a IOTF, o excesso de peso e obesidade infantil colocam graves problemas de saúde na próxima geração de adultos.
Doenças do aparelho cardiovascular, distúrbios endócrinos, diabetes e certos tipos de cancro serão cada vez mais comuns. Os custos para os sistemas de saúde serão muito significativos.
Várias tendências e hábitos sociais foram já identificados como podendo estar na origem do aumento do excesso de peso e obesidade infantil. É o caso do consumo cada vez maior dos refrigerantes em vez de água, da fast-food e do recurso constante a transportes motorizados. Tudo isto aliado a um crescente sedentarismo e a formas de entretenimento que dispensam quase por completo o exercicio físico.
Informação retirada da revista "Pais e Filhos"

Wednesday, March 09, 2005

Algumas dicas para "evitar" calorias

A maior parte das pessoas que procura informação sobre alimentação tem em mente aquela imagem idealizada do corpo das modelos que todas querem ter mas que é muito difícil de conseguir. Para aquelas e aqueles que pretendem perder algumas calorias para obter o corpo ideal, aqui vão algumas dicas de alimentos que devemos trocar por mais saudáveis e com a mesma dose de prazer!
  • 2 croissants (360 kcal) ---------------------------------------- 2 pães integrais (241 kcal)
  • 100g de natas gordas (449 kcal) ------------ 100g de natas frescas meio gordas (166 kcal)
  • 100 g de amendoins tostados (602 kcal) ------------ 100g de castanhas assadas (170 kcal)
  • 100g de tarte de fruta mista (297 kcal) -------------- 100g de morangos naturais (27 kcal)
  • 1 caneca de chocolate quente (234 kcal) ------------- 1 chávena de chá de ervas (vestígios)
  • sanduíche de presunto, queijo e tomate (536 kcal) -------- sanduíche de carne de vaca, tomate e mostarda (315 kcal)
  • 1 posta de bacalhau panada (298 Kcal) ------------ 1 posta de bacalhau grelhada (142 kcal)
  • 100g de iogurte gordo em fruta (126 kcal) -------------------100g de iogurte natural e 15g de fruta fresca (54 kcal)
  • 70g de gelado (114 kcal) -------------------------------- 70g de sorvete de fruta (56 kacl)
  • 100g de batatas fritas em muito óleo (239 Kcal) ----------100g de batatas fritas no forno (162 kcal)
  • 100g de sopa de tomate cremosa (55 Kcal) -----------100g de sopa de frango e massa chinesa (20 Kcal)
  • 15g de maionesa gorda (104) --------------------------15g de iogurte magro natural (8,4)

retirada de "Tratamentos Naturais, Saúde e Bem-estar", Selecções do Reader's Digest

Combater as infecções com IOGURTE

Diz-se que o iogurte, um alimento antigo, possui muitas propriedades curativas e tem enorme poder nutritivo. É uma fonte de nutrientes do leite, como o cálcio, o potássio e a roboflabina. O iogurte é recomendado por muitos médicos ás mulheres após a menopausa, por ser uma rica fonte de cálcio, que cria densidade ossea e ajuda a impedir a osteoporose, a doença que fragiliza os ossos.
Propriedades de combate à infecção
Pesquisas reforçaram a afirmação de que o iogurte é um tratamento eficaz nas infecções vaginais como as aftas. Um grupo de mulheres com uma história de infecção crónica provocada por fungos concordou em comer 225g de iogurte "vivo", contendo cultura de Lactobacillus acidophilos, todos os dias, durante seis meses.
O resultado foi passarem a ter muito menos infecções do que o outro grupo de mulheres que não comeu iogurte.
Outras pesquisas descobriram que o iogurte pode também reforçar o sistema imunitário. As pessoas que comeram dois boiões de 225g de iogurte "vivo" ficaram com níveis muito mais elevados de gama-interferon, uma das substâncis que mais combatem as infecções no organismo. Estudos posteriores, realizados pelo mesmo investigador, revelaram que o consumo de doses regulares de iogurte reduziram em 25% as possibilidades de se apanharem constipações. Julga-se também que o iogurte aumenta a actividade das NK (natural killers), as células que atacam os vírus.
FAÇA O SEU PRÓPRIO IOGURTE
O Iogurte é um alimento barato e muito fácil de fazer. São necessários apenas um tacho, um termómetro, uma tigela, 570ml de leite (magro ou gordo) e uma colher de sopa de iogurtesimples "vivo".
  1. Deite o leite num tacho e deixe ferver. Retire o tacho do lume e deixe arrefecer até 49ºC. Junte 1 colher de sopa de iogurte natural "vivo" e mexa bem.
  2. Deite a mistura numa tigela e cubra com película aderente sem PVC. Também pode guardar a mistura num boião e fechá-lo hermeticamente.
  3. Se utilizar uma tigela, embrulhe-a numa toalha e coloque-a num local quente. Deixe a mistura em repouso até ficar espessa. o que geralmente demora mais de 8 horas. Deve ter o cuidado de não deixar a mistura incubar durante demasiado tempo, pois pode começar a separar-se.
  4. Deite a mistura em boiões e coma imediatamente ou gurde-os no frigorífico. Os iogurtes assim confeccionados aguentam 4 ou 5 dias. Pode resrvar duas colheres de sopa para preparar uma nova dose.

Wednesday, March 02, 2005

Colite Ulcerosa

Embora alimentação não cure a colite ulcerosa, uma dieta adequada pode reduzir alguns dos sintomas para um nível mais tolerável. Por exemplo, recomenda-se às pessoas que sofrem de colite uma dieta rica em FIBRAS solúveis e pobre em alimentos ricos em fibras insolúveis, como farelo, frutos secos, sementes e milho-doce, pois este tipo de fibras pode irritar mais o cólon, estimular as contracções intestinais e aumentar assim a probabilidade de diarreia.
A colite ulcerosa é uma doença inflamatória do colon ou do recto. Afecta cerca de 4-6 pessoas em 100000 e é ligeiramente mais comum nas mulheres do que nos homens. A incidência da colite ulcerosa é máxima entre os 20 e 25 anos . O prognóstico depende da gravidade e duração da doença em fase activa (situação que causa aumento de volume do abdomen, hemorragia e ulceração do revestimento do cólon, provocando dores e diarreia). Embora cerca de60% dos pacientes sofram apenas de uma forma benigna da doença, pelo menos em 30% será necessária a remoção cirúrgica de parte ou a totalidade do cólon nos primeiros três anos. E cerca 97% de todas as pessoas que sofrem de colite ulcerosa terão pelo menos um recidiva num período de dez anos.
Uma nutrição adequada é muito importante na cólite, especialmente quando se recupera de uma crise ou se reduz o consumo de alimentos com o objectivo de diminuir a diarreia. Deve, pois, tomar-se cuidado em incluir proteínas, calorias, vitaminas A, C,D,B12 e ácido fólico, cálcio, ferro e zinco. Isto significa consumir uma grande divercidade de alimentos sem exacerbar a inflamação. Coma fígado 1 vez por semana para obter vitamina A (excepto as grávidas) e frutos e legumes de polpa alaranjada para obter betacaroteno, substância que o organismo converte em vitamina A. Salmão, sardinhas e cavala de conserva ou frescos fornecem vitamina D. Fígado,peixe, porco e ovos, frescos ou de conserva, são boas fontes de vitamina B12; os legumes de folha verde escura fornecem ácido fólico e, tal como a fruta, contêm fibras solúveis; o queijo e o iogurte são boas fontes de cálcio; e o zinco encontra-se no marisco, especialmente nas ostras.
A ANEMIA constitui um problema bastante comum dos que sofrem de colite ulcerosa, pois as zonas inflamadas sangram frequentemente. É importante, por isso, ingerir alimentos que contenham bastante ferro. A forma de ferro que se obtem mais facilmente é a que existe na carne vermelha, especialmente no figado.
Para auxiliar o organismo a absorver ferro dos legumes, as refeições devem incluir uma boa fonte de vitamina C, como, por exemplo, sumo de laranja.


Coma


  • Fruta e legumes de folhas verdes, cozinhadas, para obter fibras solúveis
  • Peixe gordo para obter vitamina D
  • Alimentos ricos em betacaroteno
  • Figado, excepto no caso das grávidas

Evite

  • Farelo, frutos secos, sementes e milho-doce

(Selecções do Reader's Digest)

Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença bastante comum, verificando-se anualmente cerca de um caso por cada 1000 pessoas. Os sintomas clássicos da doença, para o cujo aparecimento podem contribuir factores hereditários, são alterações na permeabilidade, delírios, alucinações e paranóias.
As pessoas com esta doença psiquiátrica, debilitante, também podem sofrer de distúrbios alimentares e do sono, bem como de depressão profunda.
A esquizofrenia manifesta-se geralmente na adolescência ou início da idade adulta e embora uma medicação correcta seja de importância vital, um cuidado especial com a dieta tabém pode ajudar.
Os esquizofrénicos apresentam muitas vezes níveis baixos de açúcar no sangue, hipoglicémia. Para evitar este problema, a dieta deve conter muita fruta e legumes frescos e incluir os intervalos regulares, com ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono, o tratamento pode exigir suplementos de vitaminas e minerais.
Tem-se verificado que alguns esquizofrénicos tiveram dificuldades de aprendizagem, ou eram hiperactivos na infância, sendo possível que alguns dos seus problemas sejam causados por alergias. É certo que há quem afirme que tanto uma dieta isenta de glúten como uma isenta de leite, contribuem para melhorar os sintomas de alguns doentes crónicos.
No entanto, diminuir o consumo de leite pode reduzir a ingestão de cálcio, pelo que, quando o doente adopta uma dieta sem leite, é importante compensar a falta desse alimento através de muitos outros outros alimentos ricos em cálcio, como legumes verdes escuros, fruta e frutos secos e sardinhas de conserva (com espinhas). Para além disso, deve-se ser reduzida a cafeína (contida no café, chá, bebidas à base de cola e chocolate), que aumenta a eliminação de cálcio através dos rins.
O trigo e outros alimnetos que contém glúten podem ser substituídos por produtos derivados de batata e cereais, como milho e arroz. o consumo do álcool deve ser eliminado, pois muitas vezes pode interagir perigosamente com a medicação.
Os sintomas da esquizofrenia raramente se manifestam de forma permanente, e a maior parte dos doentes passa por períodos de aparente normalidade. Tal facto levou alguns investigadores a suspeitar que os sintomas psiquiátricos poderiam ser produzidos pelo metabolismo anormal de alguns alimentos comuns, o que afectaria a actividade química de todo o organismo, incluindo a do próprio cérebro.
Embora se deva sublinhar o facto de a esquizofrenia não pode ser controlada apenas atrvés da alimentação, uma dieta alimentar saudavél e equilibrada que forneça os nutrientes essenciais e elimine quaisquer alérgenos conhecidos ou possíveis, em combinação com um regime medicamentoso apropriado, pode proporcionar ao doente um auxílio real.
Informação retirada de "Alimentos Bons Alimentos Perigosos"- Selecções do Reader's Digest

Perturbações alimentares

Dois exemplos extremos e conhecidos de comportamento alimentar anormal são a anorexia e a bolimia nervosa. Ambas implicam um excesso de preocupação com o peso e a forma e um esforço obsessivo de emagrecer ao longo de um grande período de tempo, quer não comendo ou tendo reacções inadequadas à comida, como vómitos ou uso de laxantes. As razões que explicam o desenvolvimento de uma imagem distrorcida são complexas (ver abaixo), mas alguns psicólogos acreditam que grande parte da culpa está nas imagens irrealistas de belas mulheres que bombardeiam actualmente o público, afectando particularmente as mulheres jovens, mais impressionáveis e conscientes da moda.

ANOREXIA

A anorexia nervosa caracteriza-se por uma acentuada perda de peso ao ponto de interromper as menstruações da mulher (regressam assim k se recupera o peso normal).

Riscos para a saúde

  • subnutrição,
  • elevado risco de fractura devido a osteoporose,
  • cabelo fica mais fraco
  • os seios regridem o tamanho
  • os ovários são afectados
  • a pele fica seca
  • as unhas tornam-se frágeis
  • os dentes vão sendo gradualmente destruídos (pelo vómito repetido)
  • o tecido cardíaco é danificado
  • risco de insuficiência renal
  • enfraquecimento muscular
  • alterações a nível intestinal
  • em casos extremos, morte.

Os anoréticos são, normalmente, muito reservados em relação aos seus hábitos alimentares, dificultando assim o tratamento.

BULIMIA

Talvez seja menos fácil identificar quem sofre de bulimia, dado que tendem a apresentar um peso normal. Nesse caso, as pessoas têm períodos que comem descontroladamente, seguidos de vómitos auto-induzidos, abuso de laxantes ou diuréticos, abstinência, exercício obsessivo e ingestão de medicamentos, por exemplo comprimidos de emagrecimento e anfetaminas, na tentativa de se livrarem das calorias e de evitar o aumento de peso.

Riscos para a saúde

  • geralmente menos graves que os da anorexia,
  • desidratação
  • fraqueza
  • cãibras (devido à perda de potássio)

O ácido gástrico do vómito pode também danificar os dentes a a mucosa orofaríngea.

Causas das perturbações alimentares

As perturbações alimentares como a anorexia e a bolimia nervosa são resultado de causas complexas e mal compreendidas. O abuso sexual e mental, os conflitos com os pais, a pressão dos treinadores desportivos e a influência dos ideais de forma de corpo da sociedade estão todos implicados. O doente cai num ciclo de depressão e fraca auto-estima, que expressa através de uma obsessão pelo peso.

  1. Stress, depressão, fraca auto-estima, obsessão mórbida pela gordura
  2. Dieta rigorosa, excesso de actividade, obsessão pelo exercício
  3. grande perda de peso, fadiga, fraqueza, pele e cabelo frágeis, obsessão contínua pelo peso
  4. Vontade descontrolada de comer seguida de vómitos induzidos
  5. Graves perturbações psicológicas - necessidade de conselhos profissionais

PLANO DE ACÇÃO

Stress - Aprenda a relaxar: tome um banho, ouça música ou entretenha-se com um passatempo interessante para aliviar o stress

Saúde emocional - Organize um encontro com um conselheiro para discutir e ajudar a ultrapassar emoções subjacentes

Hábitos alimentares - Regule os hábitos alimentares comendo três refeições equilibradas por dia. Coma snacks saudáveis, como fruta entre as refeições, para ajudar a controlar o peso

Comer e beber socialmente de forma mais saudável

Ir jantar fora não necessita de condenar a sua dieta e não precisa de evitar os acontecimentos sociais quando anda a tentar controlar o peso. Estas técnicas simples podem ajudá-la(o) a comer saudavelmente:

  • Tente comer algo nutritivo e que o deixe saciado, como uma refeição de massa e salada fresca, antes de sair para uma festa ou de ir tomar algumas bebidas. Isso reduzirá a tentação de comer snacks pouco saudáveis e dar-lhe-á energia para se divertir.
  • Escolha restaurantes que tenham opções nutritivas e pobres em gordura na lista. Lembre-se de que pode sempre pedir o conselho do empregado. O peixe, grelhado ou cozido em vapor, é uma boa escolha. Também pode reduzir o consumo de gordura de uma refeição retirando a pele ao frango antes de comer ou cortando a gordura à carne.
  • Tente beber Àgua durante algum tempo que passar no pub ou numa festa. Isso não só controla o consumo de álcool, como também ajuda a reduzir os efeitos negativos do álcool, como desidratação.

Tuesday, March 01, 2005

Hábitos alimentares: os principais erros

Os erros por excesso
As calorias
O excesso calórico encontra-se entre os erros mais comuns. Mais do que a nossa abundância das refeições é causado sobretudo pelos aperitivos, pelas calorias contidas nas bebidas, nos rebuçados e nos chocolates. A escolha dos alimentos influencia de maneira determinante: 100g de pão ou de carne fornecem as mesmas calorias mas não a mesma sensação de saciedade. O pão enche o estômago, os hamburguers não.
Os lipidos
Fornecem cerca de 42% da nossa energia em vez de 30%, como deveriam. O erro é neste caso um excessivo consumo de produtos de origem animal: substituir 100g de pão com 100g de carne fornece 20g dev lipidos a mais.
O açucar
o açucar refinado emcontra-se presente em todo o lado: bebidas, bolos confeccionados, lactícinios e naturalmente rebuçados e chocolates. Estes excessos são prejudiciais sobretudo para as artérias.
A carne
O homem moderno consome demasiada carne e demasiados enchidos. Os lactícinios, o peixe, os legumes secos e os ovos têm o mesmo valor proteico e fornecem menos gorduras.
O álcool
O excessivo consumo de bebidas álcoolicas encontra-se entre os erros mais difusos, que nos casos extremos tem consequências físicas, psíquicas, familiares e sociais.
Os erros por defeito
A água
O fornecimento diário de 1,5l de água raramente é respeitado, sobretudo pelas mulheres.
As fibras vegetais
O consumo insuficiente de fruta e verduras frescas, assim como o desaparecimento quase total do pão integral e dos legumes secos são responsáveis pela carência de fibras vegetais, necessárias para um bom trânsito intestinal.
Os lactícinios
O consumo dos derivados do leite é insuficiente sobretudo nas crianças, nas mulheres grávidas e nas pessoas idosas.
Distribuição dos alimentos entre as refeições
A diminuição do número de refeições e a excessiva abundância da refeição nocturna são consequências dos compromissos de trabalho ou escolares e da organização do dia que deles deriva. A supressão quase total do pequeno-almoço, frequentemente reduzido a uma chávena de café ou de chá, não permite enfrentar as necessidades energéticas matinais e induz ao mau hábito de comer bolos a meio da manhã. A forte redução do tempo dedicado ao almoço provoca cansaço no final da tarde e distúrbios digestivos.
Como corrigir os erros alimentares?
É muito dificil sem a ajuda de um médico ou de um dietista, dado que se deve antes da mais nada reconhecer os próprios erros. Por vezes trata-se efectivamente de hábitos familiares solidamente radicados. O individuo pode aproximar-se ao ideal tentando comer de forma variada e equilibrada, evitando os prtos demasiado elaborados e ricos de gorduras animais e abolindo os eventuais excessos.
Alguns exemplos de fornecimento calórico
1 bolo de fruta 250 calorias
1 bolo de creme 350 calorias
4 fatias de salame 50 calorias
10 batatas fritas 75 calorias
4 quadradinhos de chocolate 80 calorias
1 hotdog 450 calorias
1 croissant 150 calorias
1 sorvete 150 calorias
10 avelãs 100 calorias
2 rebuçados 40 calorias
1 hamburguer 270 calorias ------- 11,7g de gorduras
1 cheeseburguer 337 calorias ------- 17,3g de gorduras
1 big burguer 422 calorias ------- 22g de gorduras
1 Sandes (presunto, queijo,
alface, maionese) 449 calorias ------- 23g de gorduras
O fast food prejudica a saúde?
Através da análise da última edição das tabelas de composição dos alimentos, redigidas pelo Instituto da Nutrição, deduz-se que o conteúdo calórico de um hamburguer é mais baixo do que aquele de um prato de massa. A grande diferença reflecte-se nas gorduras usadas, que são do tipo saturado, isto é, de origem animal. O uso destas gorduras deveria ser reduzido, uma vez que estão associadas ao risco de enfarte e de tumores malignos. no entanto, a dieta que compreende uma refeição fast food mais do que uma vez por semana pode ser reequilibrada, de forma a não ultrapassar os limites aconselhados, que são, para um adulto saudável, 65g de gorduras/dia, não excedendo as gorduras saturadas 15-20g/dia. Um certo contributo calórico das bebidas (bebidas com gás, milk shake, café) todas fortemente açucaradas. As verdadeiras contra-indicações deste tipo de alimentação são o consumo deficiente de vegetais e o fornecimento excessivo de carne. Os vegetais constituem a única fonte de vitaminas fornecidas somente através da dieta, sendo o seu consumo regular essencial para uma alimentação equilibrada. Para além disso, a refeição perde um valor cultural tradicional, que faz dela não só um momento importante de valorização do património da cozinha tradicional, como também um momento de pausa e de convívio.
Conselhos práticos
Em geral, é conveniente que o fast food não represente mais do que duas ou três refições por semana, e que em relação às restantes refeições a dieta se componha de alimentos ricos em fibras e vitaminas. Quando se come no fast food é boa regra limitar-se aos alimentos mais simples. Não é um problema de qualquer das formas se duas ou três vezes por mês nos concedemos um hamburguer ou uma sandes mais rica de sabor. Nestes casos, porém, dever-se-á providenciar, à noite ou no dia seguinte, a um fornecimento de vitaminas substancial, como por exemplo um prato abundante de alface e cenouras, temperada com pouco azeite e muito limão, sem milho, atum ou ovos.
Sob o perfil da tutela ambiental podem derivar algumas perplexidades da abundância dos refugos produzidos. Não só é consumido muitíssimo papel para envolver e apresentar os alimentos, mas por vezes são usados também recipientes de esferovite. A higiene não deve causar preocupações uma vez que este tipo de restaurantes é submetido a numerosos controlos.
Retirado do "Guia Familiar de Saúde"

Thursday, February 24, 2005

Depressão

Precisamente quando mais necessitam de uma alimentação equilibrada, as pessoas que sofrem de depressão grave negligenciam as suas necessidades alimentares. Esta doença, muito diferente de uma reacção normal face a um desapontamento, faz com que algumas pessoas percam o apetite, ao passo que outras comem sem parar ou sentem grande desejo de hidratos de carbono.
Assim, as pessoas com depressão podem vir a sofrer deficiências ou desiquilíbrios nutricionais - sobretudo falta de vitaminas do complexo B e de vitamina C e dos minerais cálcio , cobre, ferro, magnésio e potássio. Ainda não foi claramente estabelecida a relação exacta entre os diversos nutrientes e a actividade química do cérebro, mas a nutrição deficiente ou problemas de peso contribuem sem dúvida para a desorientação rápida do estado de humor. Eta situação verifica-se com especial acuidado em pessoas que sofrem de ANOREXIA NERVOSA, em que a dieta deficiente e a reduzida auto-estima são causas comuns de depressão. A MENOPAUSA - fase em que as alterações hormonais podem contribuir para a depressão - e a tensão pré-menstrual também estão associadas ao problema. Neste caso a vitamina B6, receitada por vezes para combater a tensão pré-menstrual, também pode ajudar em caso de depressão.
Certos alimentos também podem ser causa de depressão em pessoas susceptíveis. Se suspeita da existência de alguma ligação entre uma susceptíbilidade a um certo alimento e o seu estado de espírito, tente eliminar esses alimentos da sua dieta para verificar se obtém algum alívio.
Coma
  • Cereais integrais e leguminosas
  • Fruta e legumes frescos
  • Carne magra, aves e míudos
  • Peixe e marisco

Reduza

  • Álcool
  • Cafeína, presente no café e bebidas à base de cola

Se estiver a tomar certos antidepressivos:

Evite

  • Carnes enlatadas e processadas
  • Fígado de vitela ou de frango
  • Cerveja, vinho tinto e licores
  • Queijo de produção industrial ou bem curado

Informações retiradas de "ALIMENTOS BONS, ALIMENTOS PERIGOSOS", Seleções do Reader's Digest

Wednesday, February 23, 2005

Acne

Existem vários tipos de acne, uma doença da pele causada pela inflamação dos folículos pilosos e das glândulas sebáceas, mas o mais comum é o que surge na puberdade, afectando a maioria dos adolescentes de ambos os sexos. Até há pouco, pensava-se - embora sem provas - que a acne era causada pelo elevado teor de açucar e gordura numa dieta de, por exemplo, batatas fritas, hamburguers, chocolates e sumos artificiais.
Embora ainda se considere que os alimentos têm alguma relação com o problema, parecem maiores as probabilidades de a doença ser causada por substâncias quimicas que contêm iodo do que pelos principais suspeitos - o açucar e as gorduras saturadas. De facto, tais substâncias são frequentemente adicionadas ao sal usado em abundância nas batatas fritas, nos salgadinhos e noutros alimentos preparados. Da mesma forma, uma pele má ou sem brilho, pode dever-se mais ao que não se come do que ao que se come. E uma dieta à base de alimentos preparados, doces e álcool é pobre em vários minerais e vitaminas essenciais.
Coma:
  • Marisco, frutos secos, carne magra de vaca e criação, pelo seu teor de zinco
  • Fruta e legumes frescos, pelo seu teor de vitamina C

Evite:

  • Chocolates e doces
  • Aperitivos muito salgados
  • Acrescentar açucar aos alimentos

Informação retirada de "Alimentos bons, alimentos perigosos", Seleções do Reader's Digest

Diabetes

O que é?
É uma doença provocada pela deficiência de produção e/ou de acção da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crónicas características.
O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves consequências tanto quanto surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias actuais constitui um problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença.
Existem alguns tipos de diabetes:
  • Diabetes Mellitus tipo I - ocasionada pela desnutrição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando à deficiência absoluta de insulina.
  • Diabetes Mellitus tipo II - provocada predominantemente por um estado de resistência à acção da insulina associado a uma relativa deficiência da sua secreção.
  • Outras formas de Diabetes Mellitus - é um quadro associado a distúrbios genéticos, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.
  • Diabetes Gestacional - circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em doente sem aumento prévio da glicose.

O que se sente?

Os sintomas da Diabetes Mellitus são decorrentes do aumento da glicemia e das complicações crónicas que se desenvolvem a longo prazo, e são:

  • Sede excessiva
  • Aumento do volume da urina
  • Aumento do número de micções
  • Surgimento do hábito de urinar à noite
  • Fadiga, fraqueza, tonturas
  • Visão turva
  • Aumento de apetite
  • Perda de peso

Plano alimentar

  • A composição da dieta deve incluir 50 a 60% de hidratos de carbono, 30% de gorduras e 10 a 15% de proteínas. Devem ser evitadas carnes gordas, enchidos, fritos, laticínios integrais, molhos e cremes ricos em gorduras e alimentos refugados ou temperados com excesso de óleo.
  • A alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e sais minerais, o que é obtido pelo consumo de 2 a 4 doses de frutas, 3 a5 doses de hortaliças, e dando preferência a alimentos integrais.
  • A ingestão habitual de bebidas alcoólicas nãoé recomendável. Em geral podem ser consumidos uma a duas vezes por semana, dois copos de vinho, uma lata de cerveja ou 40 ml de whisky, acompanhados de algum alimento, uma vez que o alcoól pode induzir a queda de açúcar (hipoglicemia).

Actividade física

Todos os doentes devem ser incentivados à prática regular de actividade física, que pode ser uma caminhada de 30 a 40 min ou exercícios equivalentes. A orientação para o início da actividade física deve incluir uma avaliação médica adequada no sentido de despistar a presença de neuropatias ou de alterações cardio-circulatórias que possam contra-indicar a actividade física ou provocar riscos adicionais ao doente.

Informação retirada de "Grande Enciclopédia Médica, Saúde da Família, Volume 4"

Dores de cabeça

Muitas pessoas que sofrem de dores de cabeça recorrentes verificam que alterações simples da sua dieta resultam em melhoras rápidas e reais. Fazer refeições ligeiras a intervalos regulares, por exemplo, constitui uma boa medida preventiva, pois, como se sabe, saltar refeições provoca uma descida dos niveis de açucar no sangue, que, por sua vez, pode precipitar uma crise de dores de cabeça. Se acorda muitas vezes com dor de cabeça, o baixo nivel de açucar no sangue pode ser o factor responsável: coma qualquer coisa à noite, ao deitar, e de novo de manhã, ao acordar.
A desidratação é outra causa comum de dores de cabeça, sobretudo quando o tempo está quente, ou a seguir à prática de desporto ou ao consumo de alcool em excesso; o simples acto de beber muita água, a fim de substituir os liquidos perdidos, pode ajudar a atenuar este tipo de dores de cabeça. Para não ficar desidratado, beba água aos goles durante o periodo de exercicio.
O excesso de cafeína também pode dar origem a dores de cabeça, porque altera o fornecimento de sangue ao cérebro. A redução da cafeína pode ser útil no caso de dores de cabeça recorrentes, mas não retire a cafeína da dieta de repente, pois isso pode provocar dores de cabeça como sintoma de privação.
Outras causas da dor de cabeça são ressacas, preocupações, postura incorrecta, actividade esgotante, artrite na região cervical, hábito de ranger os dentes ou mordida irregular, conduzir em percursos muito longos, tensão ocular ou uso de óculos inadequados. As flutuações hormonais antes dos períodos menstruais, na gravidez e na menopausa desencadeiam muitas vezes dores de cabeça nas mulheres.
A maioria das dores de cabeça reagem bem ao repouso, ingestão de muitos liquidos e analgésicos, como a aspirina.


Coma

  • Refeições ligeiras e regulares, a fim de evitar níveis baixos de açucar no sangue
  • Óleos vegetais extraidos a frio, abacate, frutos secos e sementes, pela vitamina E

Reduza

  • Cafeína em excesso, presente no café, chá forte e bebidas à base de cola
  • Álcool

Informação retirada de "Alimentos bons, alimentos perigosos", Selecções do Reader's Digest

Monday, February 21, 2005

Hipertensão

"Em Portugal, a hipertensão atinge mais de 25% da população até aos 65 anos de idade. Se contarmos com idosos o problema torna-se maior, alcançando-se os 40% da população (...).
Para combater este factor de risco - apenas a ponta do iceberg que esconde patologias do foro cardiovascular, endócrino e renal - é necessário avançar em várias frentes. A Sociedade Portuguesa de Hipertensão acredita que esta cruzada passa por informar melhor os jovens médicos, os clínicos gerais (quem trata e acompanha a maior parte dos hipertensos) e a própria população ajudando-a a valorizar a hipertensão (...).
Assim, consideramos que fornecer informação ao doente, esclarecendo-o, é crucial no combate à hipertensão, não só para que ele valorize o problema (que não lhe dá sintomas, mas existe), mas também para que aceite que é essencial aderir à terapêutica e cumpri-la de acordo com as instruções do médico. Por outro lado, o acesso à informação permitirà igualmente transformar o doente em parte activa do processo de estruturação do plano terapêutico.
Controlar hipertensão previne enfarte e AVC
Um dos principais obstáculos que se coloca ao controlo eficaz da hipertensão é a própria terapêutica. Uns porque acham que são caros, outros, sentindo-se bem, não encontram motivos para fazer uma terapêutica vitalícia, ainda para mais quando alguns fármacos provocam efeitos secundários muito desagradáveis (...). Sendo esta uma patologia silenciosa, o doente não tem sintomas e, de repente, quando passa a fazer terapêutica para controlar a tensão arterial, aí é que começa a ter problemas como, por exemplo, fraqueza, tonturas, ou disfunção sexual.
Reduzir sal pode ser solução
Ainda não passa de uma hipótese, mas pensa-se que a alimentação rica em sal, principalmente o pão - que em Portugal é muito salgado, quando comparado com o consumido noutros países -, pode ser uma explicação para a elevada taxa de mortalidade por AVC registada no nosso país. Se houvesse uma directiva emitida pelo Estado português que obrigasse à redução em apenas 2 gramas da quantidade de sal no pão, decerto seriam poupados milhões de euros hoje gastos em tratamento da hipertensão e nos consequentes acidentes cardio e cereborvasculares."
in Expresso, Saúde Pública, 18 de Fevereiro de 2005